O irmão de Jesus é
todo aquele –
que simplifica a
existência pelo padrão da manjedoura de Belém ou pela
carpintaria de Nazaré, honrando a humildade e o trabalho; que
serve, com a mesma despreocupação pela recompensa imediata com
que o Divino Amigo amparou a humanidade inteira; que ajuda,
perdoando tantas vezes quantas forem necessárias, compreendendo,
pelos métodos do Senhor, que ninguém pode trair a Lei, no tempo
e na conseqüência, na evolução ou no mérito individual; que
ensina, com as demonstrações do exemplo, no mesmo critério por
Ele adotado, à frente da multidão; que ama e se sacrifica pelo
bem de todos, dentro das mesmas medidas de renúncia, através das
quais o Celeste Embaixador aceitou, sem revolta, o supremo
testemunho na cruz.
Sem essas características, na
posição em que nos movimentamos perante o próximo, somos
devedores, beneficiários, aprendizes, seguidores ou verdugos
d’Ele, que ainda não passamos de candidatos ao título de irmãos
do Senhor, na romagem dos séculos sem fim...
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