O sino plange
em terna suavidade
No ambiente balsâmico da Igreja
Entre naves, no altar, em tudo adeja
O perfume dos goivos da saudade...
Geme a viuvez,
lamenta-se a saudade;
E a alma que regressou do exílio, beija
A luz que resplandece, que viceja
Na catedral azul da Imensidade...
- Adeus, terra
das minhas desventuras...
Adeus, amados meus... - diz nas alturas
A alma liberta, o azul do Céu singrando...
- Adeus... -
choram as rosas desfolhadas
- Adeus... - clamam as vozes descaladas
De quem ficou no exílio soluçando...
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