Hospital! Praia
viva dos efeitos,
És o foro das causas esquecidas,
Reduto generoso de mil vidas,
No espinheiral dos trilhos imperfeitos.
Incompreendida
dor! Benditos leitos!
Ninho-prisão de loucos e suicidas
Dantes livres nas largas avenidas
Do egoísmo e do orgulho, vis e estreitos.
Em teu regaço, as
lágrimas são hinos...
Alguém te vela o clima, atento e mudo:
O médico no leme dos destinos...
Dá-nos, templo da
angústia transitória,
O florão da humildade por escudo,
O laurel do trabalho por vitória!...
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