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O Espírito de
Luz desce à noite umbralina...
Doce nume a lenir as feridas da furna,
Escuta um malfeitor de face taciturna,
Que a estorcer-se, mordaz, acusa e desatina.
Anjo à frente
de um monstro... A compaixão divina
Oferta ao frio e à sombra o bem por flâmea urna.
Rende-se a fera humana e conta, em voz soturna,
A história de si mesmo, expondo a senda em ruína...
Amaldiçoa o pai
que outrora lhe trouxera
A riqueza e o prazer em dourada quimera,
Sem jamais dar-lhe amor ao peito maltrapilho...
Cala-se... O
benfeitor beija-lhe o férreo pulso
E cai-lhe, humilde, aos pés, sob pranto convulso...
O emissário dos Céus achara o próprio filho.
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