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Dizem-te agora
trêmula e velhinha,
Pálida flor no instante derradeiro;
Buscaste, em vão, na Terra, um companheiro,
Mas nem por isso foste menos minha.
Sofreste
sempre, sem chorar, sozinha,
Envolvi-te em meu sonho alvissareiro...
Quero-te as afeições do cativeiro
Que atravessas com garbos de rainha.
Beijo-te as
mãos de cera, as cãs e as rugas,
Guardo comigo as lágrimas que enxugas,
Dou-te a esperança que me revigora...
Bendize o
pranto e a sombra, alma querida,
Porque amanhã, mais jovens para a vida,
Subiremos mais juntos, céus afora!...
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