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Pensar
que já fizemos muito ou pelo menos o necessário.
Julgar-nos superiores ou inferiores a quem quer que seja.
Lembrar situações e circunstâncias em que falimos.
Recordar o mal que alguém nos fez ou nos quis fazer.
Mentalizar maus juízos que os outros possam fazer a nosso
respeito.
Admitir que temos defeitos e viciações incorrigíveis.
Imaginar a existência de perseguidores espirituais a nos
assediar implacavelmente, cuja indesejável companhia não
podemos evitar.
Acreditar que progredimos em proporções tais, que já podemos
afrouxar um pouco em nossos esforços de realizações
construtivas.
Fixar passagens e cenas em que companheiros nossos tropeçaram e
caíram.
Supor que somos por demais decaídos ou degenerados, para tentar
a nossa recuperação e nela insistirmos.
Ajuizar que há fatores e forças imponderáveis que conspiram
nas sombras contra a nossa felicidade, trabalhando sempre pela
frustração dos nossos sonhos e aspirações, sem que tenhamos
meios e modos de fugir-lhes à ação perniciosa.
Achar que a nossa condição humana, longe de nos propiciar a
ascensão, favorece-nos a queda.
Crer que devemos proceder bem, mas que nem sempre podemos fazê-lo.
Tal
como no campo atmosférico, antes de desabar um temporal, há
sinais que o prenunciam, possibilitando-nos providências
e resguardo, também nos domínios da alma há claros indícios
de perigosas situações, de que nos é dado acautelar, buscando
em nosso santuário interior, recursos de preservação que nos
facultam superar a crise em esboço, sempre de tremendas conseqüências
em nossa existência, se não conjurada a tempo.
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