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É muito cômodo:
Examinar consciências alheias;
Opinar em problemas aos quais não estamos relacionados;
Educar os filhos dos vizinhos;
Entreter-nos em vasculhar a privacidade do semelhante;
Receitar paciência aos que sofrem;
Apontar caminho reto aos que passam sem rumo;
Exigir retidão do companheiro em desajuste;
Orientar trabalho aos que passam...
Tais atitudes, entretanto, levam-nos a descuidar da própria
conquista espiritual.
Enquanto nos detivermos no policiamento improdutivo do próximo,
evidentemente, negligenciaremos esforços e dissiparemos o tempo
necessário à nossa evolução própria.
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Espíritas,
acordemos para a Verdade e para a Luz!
Jamais façamos, de
nossas Instituições de Amor, tribunais rigoristas de acusação e
crítica.
Não podemos
reviver o clima inquisitorial do passado sem graves
conseqüências para nossos passos, hoje.
Misericórdia nas
apreciações, nos juízos, no convívio social, no relacionamento
em família... Misericórdia geradora de bem-aventurança.
A casa de Deus
será sempre um templo de Amor.
Sejamos
misericordiosos para com nossos semelhantes, sem nos jactanciar
de sermos os virtuosos ou mais evolvidos, porque a misericórdia
ofertada ao nosso próximo trará abençoado retorno, no momento
aprazado, cumulando-nos de bem-estar e felicidade.
Despertemos, pois,
para o Bem, em cuja meta o cristão sincero estará edificando um
mundo renovado e bom.
“Uma das
insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem,
antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si
mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num
espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si
próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que
pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço?...”.
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