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Meu irmão, que na
terra se alimenta
Do pão amargo de cruéis labutas
Sem ver o fim das provas em que lutas,
Sem acalento e fé na alma sedenta.
Abeira-te como eu
em dores mudas
Da bondade de Deus que dessedenta
Toda ânsia de paz que brota lenta
Ao rastejarmos em estradas brutas.
E através da
paciência que ilumina
E da alegria em meio às próprias chagas
Na fé renovadora de Jesus,
Encontrarás ao fim
da dura sina
Como achei eu, após as minhas mágoas,
O Lar Celeste te esperando em Luz!
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