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“Misericórdia, irmãos!...” – Em súplica, na praça,
O condenado à forca estorcega-se e geme.
A turba aos empuxões – enorme nau sem leme –
Abisma-se no mar da violência devassa.
O réu chora,
maldiz a sentença e ameaça...
O carrasco desdobra espessa corda creme.
Tomba a cabeça irada, o torso rola, treme,
Bamboleando ao clamor da imensa populaça.
Mas do corpo
suspenso, agora inerte e quedo,
Sai o Espírito em sombra – um salteador sem medo -,
De olhar a reluzir, e, lúgubre transporte...
Qual fantasma
do crime a destilar vingança,
Segue, em revolta extrema, e intimorato alcança
O implacável juiz que o condenara à morte.
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