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Esse
triste companheiro
Cujo passo te procura
Ralado de desventura
Que não sabes de onde vem...
Esse
pedinte arrasado
Por dores desconhecidas,
Emaranhado em feridas,
Sem proteção de ninguém...
Esse
amigo que lastima
A própria ação rude e cega
No cárcere que o segrega
Para reforma e pesar...
Esse
irmão largado à noite,
De olhar magoado e profundo
Que roga debalde ao mundo
O doce calor de um lar...
Essa
mendiga que estende
Pobre mão encarquilhada
Cuja penúria na estrada
Ninguém na Terra traduz...
Esse
doente cansado
Que se lamenta sozinho
Abandonado ao caminho
À mingua
de paz e luz...
Essa
mãe de filho ao peito
Que em lágrimas se consome
Às vezes com febre e fome
Rogando socorro em vão...
Essa
criança assustada
Que chora sem rumo certo,
Flor atirada ao deserto
Anjo na cruz da aflição...
À
frente desses amigos
Que o sofrimento encarcera
Corações em longa espera
Recordai o “não julgueis”...
Eles
não pedem censura
Mostrando a necessidade
Ensinam que a caridade
É a lei de todas as leis!...
Esses
irmãos quase mortos!...
Eis que o Céu no-los envia
Na estrada do dia-a-dia
Para as lições do Senhor!...
Saibamos
ressuscitá-los
Da morte em sombra na prova
Doando-lhes vida nova
Na
escola viva do amor!...
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