|
Testemunha do
Espiritualismo
A inglesa Emma
Hardinge (1823-1899) foi uma destas mulheres que a despeito de tudo
e de todos lutou pela causa espiritualista de forma contundente,
apesar da oposição machista que vez por outra tinha que enfrentar.
Quando ainda era jovem
foi levada pela mãe para Nova York, acompanhando uma companhia de
teatro.
Até então Emma, cuja
família era protestante, tinha grande aversão pelos fenômenos
mediúnicos e pelas idéias dos espiritualistas.
Na primeira sessão
mediúnica que participou, em 1856, fugiu correndo horrorizada. Por
fim se adaptou e passou a exercer sua mediunidade.
Como médium ela
protagonizou um dos casos mais bem documentados de sua época, quando
em transe afirmou que o navio “Pacific” tinha naufragado no Oceano
Atlântico e que todos os seus passageiros tinham sido mortos. Por
conta desta revelação ela foi perseguida pela empresa proprietária
da embarcação. Emma afirmou que suas declarações se baseavam em
depoimentos de Espíritos desencarnados na tragédia. Por fim todas as
suas informações foram confirmadas.
Após o incidente ela
seguiu suas atividades mediúnicas viajando por todos os lugares dos
Estados Unidos, fazendo propaganda do Espiritualismo Moderno e
exercendo seus dons.
Voltou para a
Inglaterra em 1856, onde escreveu duas grandes obras de cunho
espiritualista, “Modern American Spiritualism” (Espiritualismo
Americano Moderno), e “Nineteenth Century Miracles” (Milagre do
Século Dezenove).
Referindo-se à médium
e sua pesquisa, Arthur Conan Doyle afirmou:
“(...) A série de
casos fenomenais era tão grande que Mrs. Britten contou mais de
quinhentos exemplos registrados na imprensa nos primeiros anos, o
que representa provavelmente algumas centenas de milhares não
registrados (...)”.
Em seu país de origem
casou-se, tendo mudado seu nome para Emma Hardinge Britten. Em
seguida lançou o jornal “The Two Worlds” (Os Dois Mundos).
Voltemos aos
comentários de Arthur Conan Doyle:
“(...) Algumas notas
relativamente a Mrs. Britten podem adequadamente ser aí
introduzidas, de vez que nenhuma história do Espiritismo seria
completa sem referências a essa notável senhora, que foi chamada o
São Paulo feminino do movimento espírita (...)”
Futuramente ela
viajaria para a Austrália e a Nova Zelândia, onde lançou, juntamente
com seu esposo, também espiritualista, as bases de várias
sociedades.
|