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O
Doutor Augusto Militão Pacheco foi a seu tempo uma das mais
destacadas figuras do Espiritismo em São Paulo. Quase nada se fazia
sem que a sua veneranda pessoa tomasse parte ativa, o que o tornava
um verdadeiro vexilário das grandes idéias e realizações.
Sua
conversão ao Espiritismo ocorreu ao dealbar do século vinte (1901 ou
1902). Materialista que era resolveu um dia pôr à prova o que lhe
diziam sobre a continuidade da vida após a morte. Comparecendo a uma
sessão espírita, aí se deu interessantíssima e inesperada
comunicação de pessoa de sua família, já desencarnada e de todo o
seu afeto. Isto bastou para que ele se pusesse a estudar os livros
básicos da Doutrina, vindo a ser um espírita de fundas convicções.
Desde então aplicaria todo o seu tempo na caridade material e
espiritual a quantos lhe fossem, a casa ou ao consultório.
Militão Pacheco, filho de José Silvestre Pacheco e Gertrudes
Pacheco, encarnou no dia 13 de junho de 1866, vindo a desencarnar na
cidade de São Paulo, no fia 7 de julho de 1954, com a avançada idade
de 88 anos bem vividos.
Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, no ano de
1894, Militão Pacheco foi nesse mesmo ano convidado a ir ao Estado
do Maranhão, a fim de combater um surto de peste bubônica que
grassava naquela região norte do Brasil. Apesar de não existir lá
qualquer hospital de isolamento e nem condições adequadas para o
combate àquela enfermidade, dirigiu-se para ali, em companhia do
diretor do Hospital de Isolamento de São Paulo, dois médicos
mineiros e mais um outro, conseguindo assim debelar a terrível
epidemia.
Mais tarde, foi convidado para ser o diretor do Serviço Sanitário do
Estado do Maranhão, pelo período de dois anos. Levou consigo a
esposa e três filhos, mas, após oito meses de atividades intensas,
renunciou ao cargo, por não ver atendidas as suas reivindicações,
imprescindíveis para o bom andamento dos serviços.
Um
outro fato veio mudar o rumo de sua vida. Sua esposa vinha sofrendo
pertinaz cefaléia havia alguns anos, tendo mesmo esgotado todos os
recursos da medicina alopática. Visitando a família do Juiz de
Direito de Campinas, ela teve ali uma de suas crises. A esposa do
juiz pediu permissão para recomendar-lhe um remédio homeopático. O
Doutor Pacheco adquiriu o remédio em apreço e sua esposa iniciou o
seu uso. Após essa ocorrência, ela teve apenas duas ameaças de crise
e o mal desapareceu por completo. O Dr. Militão, que vinha exercendo
a medicina alopática havia cinco anos, procurou então o único médico
homeopata existente em Campinas, introduzindo-se no conhecimento da
Homeopatia e obtendo alguns livros a titulo de empréstimo. Dali por
diante, Militão Pacheco deixou, por completo, de prescrever
alopáticamente.
No
dia 23 de julho de 1896, através de decreto assinado pelo então
presidente do Estado de São Paulo e por Gustavo de Oliveira Godoy,
Militão Pacheco é nomeado, em comissão, para exercer o cargo de
Inspetor Sanitário do Estado de São Paulo, cargo no qual foi
efetivado em 26 de setembro do mesmo ano, exercendo-o até o ano de
1920, quando se aposentou.
Militão Pacheco exerceu durante mais de 50 anos, na capital
paulista, o apostolado da Medicina. E dizemos o apostolado, porque
foi um notável médico, no sentido cordial, humanitário, prestativo,
criatura que se consagrou inteiramente ao próximo, realizando
gigantesco trabalho de assistência individual e coletiva, como
poucos realizaram na Terra. O “Diário de São Paulo”, em sua edição
de 27 de junho de 1944, publicou extensa reportagem em torno das
festividades comemorativas do cinqüentenário de formatura e de
exercício de profissão do Doutor Augusto Militão Pacheco. Através
dos discursos proferidos na oportunidade, ficaram evidenciados
verdadeiros rasgos de generosidade e de amor, emanados da figura
inconfundível daquele que tinha em alta conta a dignidade humana e o
sacerdócio da Medicina.
Foi
sempre de incomparável bondade no tratamento de todos os seus
incontáveis clientes. Figura plutarquiana, retornou ao mundo
espiritual abençoado por milhares de corações, legando aos homens
uma vida que foi autêntico modelo de virtude, um exemplo de
incomparável beleza moral, oriunda de um caráter reto e de uma
diretriz moral a toda prova. Muitas pessoas, que não podiam pagar as
consultas, eram atendidas e, não raro, voltavam com o auxílio
financeiro para a aquisição dos remédios prescritos por aquelas mãos
abençoadas.
Na
Seara Espírita, foi fundador e diretor de antiga sociedade espírita,
que tão excelentes frutos produziu, e que se chamou “União Espírita
de Santo Agostinho”.
Participou da fundação da Associação Espírita “São Pedro e São
Paulo”, da qual foi abnegado e criterioso presidente, tendo mantido
em sua sede, com desvelo cristão, um dispensário gratuito, que
atendia a grande número de pobres.
Exerceu o cargo de 1º. Secretário da Associação Feminina Beneficente
e Instrutiva do Estado de São Paulo, fundada por Anália Franco,
quando aquela Associação teve por diretor o Doutor Canuto Abreu.
A
Federação Espírita do Estado de São Paulo – a tradicional Casa da
rua Maria Paula, na capital bandeirante – teve em Militão Pacheco um
dos elementos que mais propugnaram pela sua criação. E a reunião
convocada para apreciar a redação final dos estatutos sociais, e
proceder à eleição da primeira diretoria, foi por ele presidida em
12 de junho de 1936. Dessa primeira diretoria, Militão ocupou o
cargo de vice-presidente, constituindo-se naquela respeitável e
progressista Instituição um dos seus mais abalizados conselheiros.
No
terreno filosófico, conquanto Militão Pacheco fosse grande admirador
de geniais pensadores da várias escolas, pois era um cidadão
independente e portador de grande cultura intelectual e científica,
nunca negou a sua incondicional dedicação à Doutrina Espírita,
tornando-se um dos espíritas mais respeitados e dignos do Estado de
São Paulo e mesmo do Brasil. Médico essencialmente homeopata, honrou
e dignificou a medicina hahnemaniana, tendo consagrado ao
Espiritismo, ou à Doutrina da Reencarnação e da Imortalidade, o
melhor de sua esplêndida e proveitosa existência. Era na realidade
autêntica fonte inesgotável destinada a suavizar as dores do corpo e
minorar os sofrimentos do espírito.
Apesar de ter sido um dos médicos de clínica mais numerosa em São
Paulo, morreu na pobreza, porém sobejamente rico em virtudes
cristãs.
Aos
2 de junho de 1968, a Associação Paulista de Homeopatia inaugurava,
solenemente, na Praça Marechal Deodoro, na capital de São Paulo, um
monumento comemorativo em memória destes vultos da Homeopatia
Nacional: Alberto Seabra, Antônio Murtinho Nobre e Augusto Militão
Pacheco.
*
Reproduzimos a seguir, com o objetivo de propiciar maiores dados
acerca da vida exemplar de Militão Pacheco, alguns trechos de uma
crônica do escritor e jornalista Irmão Saulo, publicada no “Diário
de São Paulo”, dias após a desencarnação daquele vulto espírita, e
intitulada: “No Espiritismo como na Medicina, Militão Pacheco foi um
exemplo”. Seguem, logo após, duas crônicas da ilustre e notável
escritora Dinah Silveira de Queiroz, publicadas no “Jornal do
Commércio”, do Rio de Janeiro, edições de 26/27 e de 31 de julho de
1954, intituladas “Um Santo Que Eu Conheci” e “O Testamento do
Santo”.
Leiamos, então, primeiro, alguns trechos respingados do supracitado
trabalho do “Irmão Saulo”:
“Médico dotado de sólida cultura e larga inteligência, podia Militão
Pacheco ter feito no mundo o que se costuma chamar “uma carreira
brilhante”. Exerceu funções importantes no “Serviço Sanitário do
Estado”, tendo prestado relevante contribuição à campanha contra a
febre amarela, ao empregar os seus conhecimentos de sanitarista em
várias cidades, como São Simão, Cosmópolis, Mogi-Mirim e Amparo”.
“Durante muito tempo, nada se podia fazer, em São Paulo, em matéria
de Espiritismo, sem o concurso de Militão Pacheco. Ele representava
uma bandeira, sem a qual nenhum batalhão se sentiria encorajado a
marchar. O Espiritismo era então grandemente hostilizado, muito mais
do que hoje. E Augusto Militão Pacheco lhe oferecia o anteparo do
seu nome de médico, inteligente e culto e, sobretudo, de homem
íntegro”.
“Um
amigo que, durante cerca de vinte anos fora seu companheiro de
trabalhos, contou-nos que, certo dia, tendo de fazer um recibo para
uso interno, dispensou o selo. Militão Pacheco o repreendeu
imediatamente: - Faça novo recibo e ponha os selos. Isso é um roubo.
E nós, espíritas, não podemos apenas pregar, temos de dar o exemplo.
Este pequeno episódio basta para mostrar a têmpera do homem que, há
apenas quatro dias, concluiu a sua longa tarefa, de 88 anos, neste
mundo sublunar. Sua severidade em matéria de honestidade, de
retidão, de direito, tornou-se proverbial no meio espírita”.
“Em
todas as religiões, e até mesmo fora das religiões, encontramos,
graças a Deus, caracteres assim, que constituem o ”sal do mundo “,
da linguagem evangélica”.
“Profundamente caridoso, mas dessa caridade natural, que nasce do
coração e não vive de intenções, Militão distribuía sistematicamente
uma parte dos seus recursos a pessoas e famílias pobres. E apesar de
ter sido um dos médicos de clínica mais numerosa de São Paulo,
morreu pobre, ele também. Quando curou Dino Bueno, vice-governador
do Estado, numa época em que os médicos de fama já cobravam fortunas
pelas consultas, fez questão de receber os seus numerários na base
de vinte mil réis por consulta. E o doente lhe fora parar às mãos
depois de desenganado!”.
“Monteiro de Barros prestou assistência ao seu mestre, como médico,
amigo e filho espiritual, até os últimos instantes. E nos conta,
comovido, que Militão Pacheco sabia estar chegando o termo da
existência terrestre, o que muito o alegrava. No derradeiro momento,
chamou-o e lhe disse: - Que Deus pague, a vocês, tudo o que fizeram
por mim. E que vocês recebam, com a mesma serenidade com que estou
recebendo, este fenômeno da morte, que é uma misericórdia de Deus.
Estou-me desencarnado conscientemente”.
“E
foi assim, conscientemente, que Augusto Militão Pacheco abandonou na
Terra seu velho corpo material, após 88 anos de uso, para voltar ao
mundo espiritual”.
“Esse homem exemplar era casado com D. Alice Mendes Pacheco e deixou
numerosos filhos, netos e bisnetos. Mas sua família maior, mais
numerosa, e que, como a outra, também jamais o esquecerá, é a
família espírita de São Paulo e do Brasil”.
*
Agora, apreciemos as duas crônicas de Dinah Silveira de Queiroz:
Um Santo Que Eu Conheci
Chamava-se Doutor Militão Pacheco, e foi um bem espiritual de minha
vida. Hoje, quando acabo de ter a notícia de sua morte, não sinto
angústia. Nem sequer sinto pena. Uma sensação talvez de distância
maior, como se ele embarcasse para uma excelente viagem, fosse para
uma Europa melhor e mais radiosa do que a que costumamos visitar.
Um
santo vive para morrer. E é agora que realmente se cumpre o sentido
de existência de um homem como o Dr. Pacheco. Posso visualizá-lo,
como se ele estivesse aqui ao meu lado. Até fisicamente era marcado
pela sua santidade. Vejo os seus olhos febris, brilhantes e
profundos. A sua barbicha de apóstolo, a sua mansidão, o seu riso
silencioso, mas expansivo, e que era uma retribuição à gente – mais
do que uma alegria. Do tempo da minha infância, vou extraindo
passagens singulares. De vez em quando – seriam as amídalas, alguma
gripe, uma simples indigestão de criança? – lá vinham a febre
enorme, e minha mãe telefonava ao Dr.Pacheco. (Será preciso explicar
aqui no Rio, onde poucos o conhecem, que ele era um médico
homeopata. Parentes irônicos caçoavam das “aguinhas” do Dr.
Pacheco.). Lá do outro lado do fio, ouvia o médico a descrição da
doença. Às vezes receitava pelo telefone, e então, freqüentemente, a
doença continuava, mas se ele viesse em casa era fatal... Minha mãe
o atendia, contando pormenorizadamente todos os sintomas. Ele a
ouvia, interessado e bondoso. Ao cabo da conversa, dizia natural:
“Vamos ver a doentinha”. Subiam a escada, ele se aproximava do
leito, punha a mao na minha testa, e dizia para minha mãe:
-
Mas ela não tem nenhuma febre.
Dedicado, tomava-me o pulso. Estava perfeitamente normal. Mamãe
ficava subitamente envergonhada:
-
Dr. Pacheco, eu lhe posso assegurar que não exagerei nada...
O
médico debruçava-se e me examinava com todo o cuidado:
-
Se esteve doente, já está boa!
Esse estranhíssimo fato não se passava apenas comigo, mas com muita
gente. A presença do Dr. Pacheco – dentro de casa – curava
instantaneamente a doença.
Quando me chega a notícia de que aos oitenta e oito anos morreu
nosso grande amigo, reflito sobre a riqueza que esse homem pobre
legou a seus amigos. Quem o conheceu de perto, acreditou certamente
em que a vida é um pouco mais do que o jogo do sucesso e do
dinheiro. Os médicos que acompanharam sua carreira, devem ter ficado
ou edificados ou envergonhados. Durante toda a sua vida o Dr.
Militão Pacheco manteve um consultório aberto só para os pobres. Já
velhinho, acabou com os clientes ricos, e ficou, como um irmão do
Cristo, servindo unicamente aos pobres.
Como eu disse no começo da crônica, não sinto tristeza alguma ao
pensar que o nosso santo amigo já não pertence mais ao mundinho
pequeno e feio. Sua aurora começou.
O Testamento do Santo
Quando escrevi a crônica sobre a morte do Dr. Augusto Militão
Pacheco, dizendo que “não sentia pena por sua morte, pois que os
santos vivem para morrer”, mal sabia que esse extraordinário
velhinho havia tido em tudo um extraordinário final. Limitava-se a
crônica a falar do passado, posto que o que ela sabia de sua morte
era uma lacônica notícia. Agora, sei de detalhes extraordinários. O
Dr. Militão Pacheco previu a sua morte e esperou calmamente por ela.
Calmamente, disse mal. Contam-me agora que ele ficou radiante e
emocionado, e que, na véspera de partir, conversou até duas horas da
madrugada com seus amigos e sua família. O Dr. Pacheco preocupou-se
muito mais com seu testamento espiritual, do que com aquele em que
dividia os seus poucos bens pela família. Fez uma bela peça de
crença na imortalidade da alma. A segurança com que o Dr. Pacheco
deixou este nosso mundo de aflições e de disputas, faz bem à gente.
Por isso, aqui transcrevemos um trecho de seu testamento espiritual:
“No
limiar da vida espiritual, hoje com a morte penetro na verdadeira
porta da imortalidade. Como pecador que sou, confesso-me arrependido
perante o Senhor. Jesus ensinou-me como proceder para ingressar na
vida espiritual. Seguro dessa promessa, peço à minha gente e a meus
amigos que participem também dessa minha alegria; que não a
perturbem de forma qualquer. O meu funeral será feito com toda a
decência; o meu lar não alterará o seu ritmo normal, salvo para
melhor; apresentará tom alegre e festivo, de modo a afugentar
qualquer ar de tristeza, e assim todos os presentes se sentirão no
gozo de qualquer estado inédito até então, e poderão dizer: - A
despedida do Pacheco deixou-nos bem impressionados, pena foi que não
estivéssemos convenientemente preparados para dizer-lhe também o
nosso adeus”.
“Peço à minha gente que continue a viver na Paz e Harmonia do Lar; e
que cada qual faça germinar em seu coração a Semente Bendita que
Jesus nela plantou”.
“Graças a Deus, asseguro que os que observarem esta minha súplica,
como uma saudação de despedida fraterna, ao ressurgirem na Vida
Espiritual conhecerão o Reino de Deus: o Amor”.
“Que a minha gente cultive sempre a Simplicidade e a Humildade, quer
em sua vida íntima, quer social. A todos os meus irmãos em Deus, os
mesmos votos por minha gente”.
“Que assim seja”.
Intervém aqui a cronista para fazer o último reparo: sob a
assinatura, velhinha de oitenta e oito anos, a mão trêmula do homem
feliz que se despedia para viajar para junto de Deus traçou ainda
uns dizeres. Apelidava-se de O Pequeno Servo Inútil, único absurdo,
dessa carta de despedida que é toda uma canção de fé.
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Para finalizarmos, vejamos mais algumas particularidades do caráter
do Dr. Augusto Militão Pacheco, reveladas pelo Dr. Luiz Monteiro de
Barros, que foi por ele iniciado na Homeopatia e no aspecto
evangélico do Espiritismo:
“O
que caracterizava essencialmente a figura ímpar do Dr. Pacheco, era
a sua fé consciente em Jesus, a sua convicção indiscutível na
terapêutica homeopática, o seu amor à Verdade e a sua personalidade
extraordinariamente positiva. Afirmava ele que o Evangelho continha
a solução de todos os problemas humanos, com o que, naquela época,
eu não concordava. Todas as vezes em que eu lhe apresentava meus
problemas íntimos, pois ele era o meu conselheiro, dizia-me: - Vamos
ver o que, a tal respeito nos ensina Nosso Senhor Jesus-Cristo. E
realmente, para espanto meu e satisfação de nós dois, aparecia a
solução evangélica”.
“Quando, em seu ambulatório, suas clientes diziam estar com medo
disso ou daquilo, sua resposta era sempre a mesma: - Minha filha, só
tenha medo de uma coisa: é de pecar. Se você pecou, trate de
desfazer o erro; se não pecou, caminhe tranqüila, pois a Lei Divina
a defenderá”.
“De
sua maneira de pensar e de sentir decorria, evidentemente, o seu
profundo amor à Verdade, que se manifestava por horror à mentira e
por um viver dentro de uma franqueza rara, uma honestidade a toda
prova, sempre de acordo com a admoestação de Jesus: Seja o seu dizer
sim, sim, não, não! No entanto, se suas atitudes eram de profunda e
invulgar energia, nem por isso deixava de ser compreensivo e
tolerante para com os errados, a quem ministrava salutares
conselhos, terminando sempre com o vai e não peques mais”..
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