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Francisco Bernardone
(1182-1226), nasceu em Assis, na Itália, filho de um rico
comerciante de tecidos.
Inicialmente levou uma
vida boêmia; quando se casou das intemperanças alistou-se no
exercito de Gualtieri de Brienne, a serviço do Papa. Estando em
Spoleto teve a visão que o convidou a trabalhar para “o patrão e não
para o servo”, se referindo ao Papa. A partir daí escolheu a vida
religiosa.
Retornou para Assis e
passou a dedicar-se aos pobres.
Transcrevemos do livro
Mediunidade dos Santos, de Clóvis Tavares, passagem ocorrida no
outono de 1205, em uma capela abandonada:
“(...) existia então,
como ainda hoje, no declive da montanha, uma capela dedicada a São
Damiano. São Francisco gostava dce recolher-se na penumbra daquela
igrejinha abandonada, a orar diante de um crucifixo. Um dia, estava
ajoelhado diante daquela imagem do Redentor, e suplicava poder
conhecer finalmente qual fosse a vontade divina a seu respeito. Eis
que, então, ainda banhado em lágrimas e com o coração agitado pelo
ardor da oração, tendo os olhos fitos no crucifixo o vê avizinhar-se
de si e de seus lábios divinos percebe sair uma voz que lhe dizia: -
Não vês que a minha Igreja está a desabar? Vai, pois, e restaura-a
para mim. E por três vezes se repete o amargurado apelo, a divina
oração: Vade igitur et repara iliam mihi!”.
Francisco considerou o
chamado, vendeu todas as mercadorias da loja do pai e restaurou a
igrejinha; por este fato foi deserdado.
Levando uma vida de
privações conseguiu autorização, em 1210, do Papa Inocêncio III,
para fundar a Ordem dos Frades Menores, onde a simplicidade absoluta
reinava, passando a receber o nome que o consagrou: Francisco de
Assis. Juntamente com Clara de Montefalco, fundou o ramo feminino de
sua ordem.
Retiramos do livro
Hipnotismo e Mediunidade, de César Lombroso, um episódio ocorrido em
1224, envolvendo sua Mediunidade:
“Depois que S.
Francisco de Assis depôs o generalato de sua ordem, e se retirou
para um lugar deserto do Apenino toscano, julgou ouvir a voz do
Altíssimo que lhe ordenava abrir o Evangelho, a fim de que seus
olhos lessem o que deveria fazer de maia grato ao Senhor”.
“Três vezes o santo
abriu o Evangelho, e três vezes caiu sob seu olhar a parte onde é
narrada a Paixão do Cristo”.
“Desde esse dia, o
seráfico se tornou absorto na contemplação daqueles sofrimentos. E
eis que, no dia da Exaltação da Cruz (14 de setembro), enquanto
estava imerso nas suas contemplações, viu um anjo descer do céu até
ele, sustentado um homem crucificado. Quando desapareceu, S.
Francisco experimentou, nos pés e nas mãos, sensações dolorosíssimas,
seguidas de chagas sanguinolentas, por entre as quais se viam
cravos, formados por excrescências do tecido celular; por um lado,
apareciam aguçados e, por outro, tinham a cabeça rebatida, de modo
que, entre eles e a mão, se podia insinuar um dedo; eram móveis em
todos os sentidos; quando se empurrava uma extremidade, sobressaía a
outra, mas, não obstante, não podiam ser arrancadas, e, ainda após a
morte de S. Francisco, Santa Clara, em vão, tentou fazê-lo. Nas
costas, tinha o santo outro estigma: o do lançaço de Longinus, de
três dedos de extensão, bastante lago e profundo”.
“A estes estigmas, que
duraram até sua morte, jamais se aplicou curativo, e, sem embargo,
não supuraram”.
Francisco deixou
registrado o seu Cântico do Sol, onde declara seu amor a tudo o que
existe no Universo e se refere às coisas usando o termo “irmão”.
A conhecida Oração de
São Francisco, não foi obra do próprio. Conforme textos católicos,
ela foi retirada de um almanaque normando encontrado durante a
Primeira Guerra Mundial, junto a uma efígie de Francisco de Assis.
Inicialmente sua autoria não foi atribuída ao médium-sacerdote;
somente com as traduções simultâneas é que ocorreu o erro.
Alterações foram realizadas na oração original. Alguns acreditam que
a chilena Gabriela Mistral (1889-1957), pertencente à Ordem Terceira
de São Francisco, foi a autora da oração.
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