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Filho de Joaquim
José de Oliveira e Albina Eufrásia de Oliveira, nasceu Luís
Joaquim de Oliveira na cidade de Sapucaia, Estado do Rio, a 25 de
Agosto de 1874, desencarnando em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito
Santo, no dia 28 de Julho de 1960.
Notável poeta e
prosador, foi um dos fundadores da Academia Mineira de Letras, tendo
ocupado a cadeira no. 30, cujo patrono é Oscar da Gama. Escreveu
também contos e existem várias peças teatrais de sua autoria,
algumas delas encenadas. De vez em quando usava o pseudônimo "Ludol".
Filho do próprio
esforço, veio do Estado do Rio para Juiz de Fora, em Minas Gerais,
e aí, além de desempenhar as funções de escrevente do Cartório
de Órfãos e Ausentes, tornou-se professor e jornalista,
colaborando nos jornais e revistas daquela cidade e se tornando um
verdadeiro educador da infância, setor este a que dava a maior
atenção.
Ligando-se ao poeta
Oscar da Gama, fundou com ele o jornal "Novidades", que
circulou algum tempo em Juiz de Fora. Viveu igualmente no meio de
outros intelectuais mineiros, admirado pela sua inteligência e pelo
seu talento de poeta nato.
Jovem ainda,
entusiasmou-se pela Doutrina Espírita, consagrando-lhe, desde
então, toda a sua cultura e inspiração. São inúmeros seus
trabalhos em prosa e em verso, espalhados em diferentes
publicações brasileiras, sendo farta a sua colaboração nas
páginas do "Reformador", órgão da Federação Espírita
Brasileira, tão farta que, se reunidas em suas produções ali
estampadas, sem dúvida, ocupariam vários volumes.
De Juiz de Fora
transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou, durante muitos
anos, na Casa da Moeda. Aposentado, retirou-se para a cidade de
Cahoeiro de Itapemirim, na qual, com sua esposa D. Ipomeia Braga de
Oliveira, que também era escritora e poetisa, fundou a revista
"Alfa". Em 1922, Luís de Oliveira deu a lume
"Clamores", versos, obra que mereceu uma apresentação do
Conselheiro Rui Barbosa, e, em 1926, lançou "Livro
d"Alma" (Prosa e Verso), prefaciado pelo intelectual
Crisanto de Brito, que em certo trecho salientou: "Nota-se que
o autor não tem outra preocupação que criar situações e
caracteres morais. Para isso usa do contraste. Arranja sempre
situações antagônicas entre a virtude e o vício, o defeito e a
qualidade moral, e aproveita-se da que lhe convém para doutrinar.
Parece que é o seu processo predileto. Aliás essa preocupação de
moralização não é recente, a julgar-se pelos trabalhos antigos
que fazem parte do Livro D"Alma. O autor tem sido assim um
moralista por excelência."
Espírita valoroso
na fé e na ação, dirigiu por muitos anos, até a sua
desencarnação, o Asilo "Deus, Cristo e Caridade", de
Cachoeiro de Itapemirim. Nessa bela obra de assistência social, que
constituiu a sua grande paixão, e que até hoje funciona com o
mesmo espírito de caridade, Luís de Oliveira desenvolveu, ao lado
de sua dedicada esposa, elogiável trabalho de amor cristão, sendo
os internados tratados ali como verdadeiros irmãos em Cristo.
O acadêmico
mineiro Martins de Oliveira, salientou, em sua "História da
Literatura Mineira", a extrema simplicidade e modéstia que
caracterizavam a personalidade de Luís de Oliveira, dizendo que
essas virtudes lhe eram o apanágio da pureza cristã.
De sua autoria,
acham-se publicadas várias e excelentes obras, entre as quais
mencionaremos: "Sertanejas", "Sonhos e Visões",
"Clamores", os folhetos "Folhas do Natal", de
parceria com sua esposa e "Folhas Cristãs", etc., quase
todas elas impregnadas da doutrina espírita-cristã. Deixou muitos
cadernos inéditos, alguns com título, como "Seara
Bendita", "Orações Cristãs", "Nosso
Livro", e outros sem título. Acrescentem-se, ainda, as breves
notas biográficas que escreveu sobre seu grande amigo Osmar da
Gama, nome que escolheu para patrono de sua cadeira na Academia
Mineira de Letras.
"Sertanejas",
versos, publicada em 1901, foi sua primeira produção impressa em
livro.
Realizou Luís
Joaquim de Oliveira um vasto programa de divulgação do Espiritismo
pela palavra escrita, ficando seu nome conhecido e admirado em todo
o Brasil espírita pelo muito que fez.
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