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Já
temos asseverado varias vezes que o verdadeiro artista é uma
criatura de delicada sensibilidade e que, portanto, mais do que
qualquer outra se apercebe das maravilhas da Natureza, maravilhas
essas de que os homens em geral não se dão conta. O verdadeiro
artista, pela sua sensibilidade muito apurada, está mais que ninguém
capacitado de, pela vidência e pela audiência, penetrar nas esferas
espirituais e de lá receber inspirações majestosas, seja no que
tange à música, à pintura, seja a todos os ramos do conhecimento
humano, para depois, através dos imperfeitos meios de que ele dispõe
aqui na Terra, dar-nos uma cópia bastante afastada do original, mas
mesmo assim suficientemente expressiva para despertar entusiasmo e
admiração entre os humanos!
O
artista genial torna-se um angustiado, um irritado e revoltado, pela
impossibilidade em que se encontra de reproduzir, com fidelidade, o
que lhe foi dado contemplar e ouvir, graças ao seu psiquismo.
William Blake foi um artista genial como pintor, gravador e poeta
inglês. Nasceu em Londres, lá pelo ano de 1757, desencarnando em
1827, com 70 anos de idade.
Estreou com uma coleção de pinturas, todas de caráter original, às
quais juntou um texto em versos, que dizia o seguinte: “Cantos de
inocência e de experiência”.
Aos
poucos sua mediunidade se foi desabrochando, tornando-se então um
vidente extraordinário. Suas produções passaram a experimentar a
influência direta dos nossos irmãos desencarnados. Dessas obras, sob
influência mediúnica, citaremos apenas “As Forças do Paraíso”, obra
composta de 16 estampas e pequenas outras, pintadas, aliás, com
cores brilhantes, por um processo que jamais se tornou conhecido,
processo esse que William Blake afirmava haver-lhe sido revelado
pelo Espírito de seu genitor.
Precisamos chamar a atenção de nossos leitores para o fato de que
William Blake nasceu e desencarnou numa época em que ainda não havia
sido codificada a Doutrina Espírita, pois como se sabe ela surgiu em
1857. Outra revelação de Blake é a seguinte: “Afirmo ter escrito
minhas poesias sob a direção do Espírito Milton, como declaro,
outrossim, que todas as minhas obras foram inspiradas pelos que já
vivem no plano espiritual”.
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