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“Tia Sinhá” nasceu em Paraíso, São Paulo, no dia 16 de outubro de
1911 e desencarnou em Catanduva no dia 14 de janeiro de 1971. Filha
de Justina Alves da Silva e Joaquim Damião de Oliveira, este
fundador do Centro Espirita “Oliveira”. Era casada com Waldomiro
Baptista, desencarnado em 14 de maio de 1945. O casal só teve uma
filha: Jane de Lourdes Malheiros, casada com Honório Malheiros.
Avelina de Oliveira Baptista, a querida “Tia Sinhá”, com quem
convivemos muitos anos de nossa infância e juventude, participava
ativamente do movimento espírita, principalmente no Lar da Criança
“Dona Lola Zancaner Sanches” e no Centro Espirita “Dr. Bezerra de
Menezes”, juntamente com Aparecida Figueiredo, Diva Gandolfi e uma
plêiade de criaturas que a todos assistiam, alimentavam e
dessedentavam material e espiritualmente com muito amor e dedicação.
Criaturas de valor indiscutível. Contribuíam para a formação de
centenas de lares. Enxugaram e derramaram muitas lágrimas, estas de
emoção, quer em seus trabalhos assíduos de algumas décadas, quer nas
aulas de Evangelização Cristã, nas palestras, nas tarefas
assistenciais ou mediúnicas. Orientaram com segurança os jovens e
principalmente os filhos do coração, as crianças do Lar.
Sabemos que “Tia Sinhá”, que já se mudou para o “lado de lá” da
vida, e aquelas virtuosas criaturas de nossa Terra Natal, não
precisam de nosso testemunho, pois suas realizações são incontestes,
mas queremos registrar nosso agradecimento pelos momentos de alegria
que hoje são carinhosas recordações.
A
crônica escrita por seu irmão (Domério de Oliveira - Uma Mensagem
Muito Querida - publicada em outubro de 1987 no jornal
“Despertador”), e a mensagem psicografada pelo jovem Francisco do
Espírito Santo Netto, no “Boa Nova”, no momento em que Domério
pronunciava uma palestra compõem um hino de Amor à Doutrina e ao
próximo.
Na
crônica, Domério registra: “Esta minha irmã fez da última trajetória
física um cântico de amor e de alegria. Suportou, com galhardia, os
mais duros espinhos, as mais acerbas provas e expiações. E, sempre
tinha nos lábios e no coração uma palavra de ânimo e de coragem para
todos os sofredores que a procuravam em busca de um lenitivo”.
Oxalá pudéssemos ver em mais curto prazo, a multiplicação
geométrica, por todos os recantos da Terra, de trabalhadores do Bem,
buscando revestir-se das virtudes que marcaram a vida de nossa
querida companheira “Tia Sinhá”. E sempre determinados, como bons
aprendizes, a palmilharem o roteiro indicado por Aquele que deu o
exemplo maior de Amor: o doce Nazareno.
O
caminho está aplainado. Outros já se submeteram à sanha e à
ignorância dos inimigos da Luz, a fim de deixar atrás de si um
rastro luminoso que pudesse guiar os que estão na retaguarda.
Mas, apesar de tudo isso, o homem anda alheio pelos caminhos
sombrios. Aí estão as violências, as corrupções, as extorsões,
alimentadas por interesses inconfessáveis.
Assim, a dor, infelizmente, parece ser mesmo o buril que por
enquanto sustentará aqui a luta pelo desbaste da brutalidade que
reside no imo da maioria de todos, até que se compreenda que
nascemos para amar.
Isto é o que diz “Tinha Sinhá” em mensagem ditada, e que se encontra
no livro publicado em comemoração ao cinqüentenário de fundação do
Centro Espírita “Dr. Bezerra de Menezes”, em 1988:
Trabalhemos Com Amor
Coloquemos amor em todas as atividades do dia-a-dia, que é a solução
gradativa para todos os enigmas que nos cercam.
Só a luz é capaz de afastar as sombras.
Só a sabedoria apaga a ignorância.
Só o Amor redime vitoriosamente a miséria.
Não nos aproximemos dos conhecimentos que a Doutrina Espírita
oferece, simplesmente para indagar, pedir ou reclamar.
Procuremos nos amar uns aos outros e uma luz brotará no terreno vivo
de nossas almas.
Procuremos sentir que só o trabalho a serviço do próximo é capaz de
nos levar à comunhão da verdadeira felicidade que decorre de nossos
ajustamentos às leis celestiais.
O Senhor derrame sobre os queridos irmãos, as suas bênçãos de paz.
Tia
Sinhá
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