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Membro do Instituto
Histórico da Bahia, pioneiro do Espiritismo e da imprensa espírita
no Brasil, encarnado na cidade de Salvador, na então Província da
Bahia, no dia 26 de julho de 1825; desencarnou no Rio de Janeiro, no
dia 16 de março de 1893.
Foram seus pais
Fernando Luis Telles de Menezes, Oficial do Exercito Brasileiro, e
Francisca Umbelina de Figueiredo Menezes. Iniciou-se na carreira
militar, no curso de Artilharia, fez parte da famosa Guarda
Nacional, criada em 1831, obteve o titulo de Capitão do Estado Maior
do Comando Superior, reformando-se no posto de Tenente-Coronel.
Exerceu o magistério
particular, e, como pedagogo, publicou o compendio “Ortoépia da
Língua Portuguesa”. Como estenógrafo, exerceu esse cargo durante
cerca de 30 anos, na Assembléia Legislativa do Estado.
Casou-se com Ana
Amélia Xavier de Menezes.
Em 1849, Telles de
Menezes foi um dos fundadores de “A Época Literária”, jornal de
caráter cientifico, literário e histórico, que contou com o apoio de
influentes personalidades, dentre as quais o Visconde de Pedras
Brancas, e no qual publicou, então com 24 anos, a sua novela “Os
dois rivais”.
Em 1857, é sócio
efetivo do Instituto Histórico da Bahia, que fora fundado em 1856,
em Salvador, Bahia.
De julho de 1861 a
1865, foi Tesoureiro e membro da Comissão de Fundos e Orçamento do
Instituto. Porém, assumindo a presidência desse Instituto o
Arcebispo da Bahia, D. Manuel Joaquim da Silveira, publica uma
pastoral sobre “os erros perniciosos do Espiritismo”, datada de 16
de junho de 1867, que Telles de Menezes, desassombradamente, analisa
e comenta através de sua célebre “Carta aberta ao Metropolitano e
Primaz do Brasil”.
Numa segunda edição
dessa “Carta”, Telles de Menezes justifica as doutrinas espíritas
sobre a existência, reencarnação e manifestação dos Espíritos,
juntando um artigo favorável publicado no jornal jesuítico “La
Civilta Cattolica”, em 1857.
Essa pastoral surgiu
por causa da propaganda ostensiva da Doutrina Espírita na Bahia.
O clero baiano é,
ainda, mais uma vez motivado, em 1866, com a publicação, em
Salvador, do opúsculo “O Espiritismo - Introdução ao Estudo da
Doutrina Espirítica”, impresso pela “Tip. De Camilo de Lellis Masson
& C.”, 117 pp. Extrato de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec,
traduzido por. J. O. Telles de Menezes, tendo como um “Apêndice”, um
estudo de outro autor francês. E, antecedendo essa obra, o seu
prefacio “Lede”, em que Telles de Menezes diz do seu júbilo “de ter
sido o primeiro na Bahia quem, fervorosamente, esposou a doutrina
espirítica”.
Telles de Menezes,
objetivando a divulgação do Espiritismo, funda, em 17 de setembro de
1865, o “Grupo Familiar do Espiritismo”, o primeiro e legítimo
agrupamento de espíritas no Brasil, que, em 28 de novembro de 1873,
com o indeferimento do registro de Sociedade Espírita Brasileira, se
constituiu como sociedade cientifica, com o nome de “Associação
Espirítica Brasileira”.
E, a 8 de março de
1869, no “Grêmio de Estudos Espiríticos”, na Bahia, Telles de
Menezes anunciava o lançamento do primeiro número de um jornal “que
se consagraria exclusivamente aos interesses da doutrina”.
Assim, em julho de
1869, três meses após a desencarnação de Allan Kardec, surge “O Echo
d´Além Túmulo”, com o subtítulo: “Monitor do Espiritismo no Brasil”.
Inicialmente é
bimestral, depois, mensal.
Foi impresso pela
tipografia do “Diário da Bahia”, porém, teve vida efêmera, pois, ao
iniciar-se o segundo ano foi obrigado a interromper a sua
publicação, sem perder, obviamente, o grande mérito de ser o
pioneiro do jornalismo espírita brasileiro.
Fundador, pois, do
primeiro jornal espírita do Brasil, “Echo d´Além Túmulo”, em julho
de 1869, no Estado da Bahia, Telles de Menezes foi um homem de
ilibado caráter, dotado de um idealismo inquebrantável e de uma fé
robusta nas finalidades superiores da Doutrina Espírita, podendo-se
mesmo afiançar que desempenhou uma das mais salientes tarefas em
favor da divulgação do Espiritismo numa época quando a doutrina
reencarnacionista era pouco conhecida e olhada por muitos com
bastante reserva.
A Federação Espírita
Brasileira não se descurou em comemorar o histórico acontecimento do
primeiro século de fundação da primeira instituição espírita,
conseguindo obter dos Correios do então Estado da Guanabara, hoje
Rio de Janeiro, e da Bahia, com a obliteração dos selos postais, com
dois carimbos, feitos de metal especial, e que possuíam a seguinte
inscrição:
“Grupo Familiar do
Espiritismo - Primeira Sociedade Espírita do Brasil - 1865 - 17 de
Setembro - 1965, Fundador L. O. Telles de Menezes - Correios - Rio
de Janeiro - GB, e Salvador, Ba”, além de uma gravura do famoso
elevador existente em Salvador.
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