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Luz da Reencarnação Sobre A Arqueologia
(Aos sete anos de idade o garoto Schliemann disse para seu pai que
Tróia tinha realmente existido e quando crescesse a descobriria. O
pai, muito pobre e humilde, sorria).
Muito do conhecimento que se tem sobre a Grécia Antiga vem do
historiador Homero. Seis poemas épicos, a Ilíada e a Odisséia,
escritos entre os séculos X e VIII A.C., estão ligados à história de
Tróia, de Micenas e de Tirinto.
Desde o século II A.C., os historiadores avaliavam a possibilidade
de ficção nessas obras de Homero. Poucos acreditavam na realidade
dos acontecimentos descritos pelo antigo historiador grego.
Muitos tinham dúvida até sobre a existência de Homero, acreditando
que o seu relato era equiparado ao das antigas canções épicas, até
mesmo relegado à condição de conto mitológico ou lendário.
Havia sido a guerra de Tróia um acontecimento real? Teriam mesmo
existido os heróis Aquiles, Heitor e Enéias?
Todo esse mistério em torno de Homero teria de ser esclarecido, os
enigmas dos textos deveriam ser conhecidos.
A
Espiritualidade Maior permitiu que a civilização antiga e
misteriosa, cantada por Homero, pudesse reviver, através da
reencarnação de alguém profundamente ligado à Grécia Antiga,
trazendo novamente ao plano terrestre uma individualidade que deu
vida a algum personagem homérico.
Surge em 6 de janeiro de 1822, em Mecklemburgo, na Alemanha,
Heinrich Schliemann, filho de um pastor protestante, reencarnando em
um lar muito pobre e humilde.
Aos
sete anos de idade, vendo uma gravura, representando o ataque grego
aos muros fortificados de Tróia, Schliemann ouviu de seu pai que
ninguém sabia da veracidade do fato. Circunspecto, afirmou que,
quando crescesse, descobriria Tróia. O pai sorria.
Aos
10 anos de idade, ofereceu ao seu genitor uma redação sobre os
principais fatos relacionados à guerra de Tróia, descrevendo as
aventuras de Ulisses e Agamenon.
Aos
14 anos de idade, foi trabalhar no comércio, em uma loja de secos e
molhados. Lá, certo dia, deparou-se com um homem embriagado que,
muito entusiasmado, recitava versos, deixando Schliemann extasiado,
embora nada compreendesse então. Quando foi informado de que se
tratava de versos da Ilíada, de Homero, pagou ao ébrio para que os
repetisse.
Por
que tanta atração em relação a Homero e seus poemas? Por que
Schliemann dispensava tamanho interesse a tudo que se relacionava
com os tempos homéricos? Por que tanta determinação em conhecer tudo
que se relacionava com A Grécia Antiga?
Somente a doutrina da reencarnação poderia iluminar todos os
caminhos sombrios da dúvida e da incerteza, trazendo o
esclarecimento necessário de que Schliemann veio ao mundo com a
sublime e importante missão de comprovar que as cidades homéricas
não eram criações da fantasia e fazer de Homero um personagem
verdadeiramente histórico.
Aos
22 anos, sendo guarda-livros de uma firma que tinha relações
comerciais com a Rússia, iniciou o estudo do idioma russo. Uma
estranha “coincidência” aconteceu; veio para em suas mãos uma
tradução em russo de “Telêmaco”. Emocionado, lia em voz alta, em
russo, a história do filho de Ulisses e Penélope, que partiu â
procura do pai, desaparecido desde o cerco de Tróia, encontrando-o
em Ítaca.
De
início nada entendia do que estava declamando, porém, o fato de ser
possuidor de uma obra tão importante, ao ponto de poder fazer
ressurgir Homero em sua própria boca, lhe deixava tão extasiado que
contratou um ouvinte para ouvi-lo em sua lata e ruidosa declamação
dos poemas homéricos.
Teria sido mesmo coincidência, fruto do acaso, chegar-lhe às mãos
uma obra de Homero, traduzida para o russo?
Sabemos que o plano espiritual atua sobre nós em grande intensidade
e, certamente, sob a influência de amigos extrafísicos, Schliemann
passou por momentos importantes quando sua individualidade
rememorava os fatos acontecidos na Grécia Antiga.
Devido ao sucesso dos empreendimentos comerciais, Schliemann era
portador de grande fortuna e, para seguir o sonho de toda a sua
vida, abandonou seus negócios e partiu, em 1868, com 46 anos de
idade, para Ítaca.
Seu
primeiro contato com um ferrador de cavalos de Ítaca foi
entusiasmador. Este lhe apresentou sua mulher, como o nome de
Penélope, e seus filhos como Odisseu e Telêmaco.
Mais tarde, Schliemann, emocionado, declama para os descendentes
daquele povo de antanho, na própria língua grega, o Canto XXIII da
Odisséia. Aquele estrangeiro lia com lágrimas nos olhos os poemas de
Homero e com ele todos choravam!
Naquele momento, nas profundezas de seu espírito imortal, algo de
espetacular acontecia. Schliemann, certamente, relembrava que, o que
ali se passava, já tinha sido vivenciado por ele em vida pretérita.
Seria a individualidade que deu vida ao personagem Homero que
retornava à vida física? Teria Homero nascido de novo com o
compromisso de atestar a veracidade de sua existência e impor, ao
que era imaginativo, a realidade?
Baseado na hipótese de Tróia ter realmente existido, alguns
estudiosos relatavam ser a aldeia de Bunarbashi o local provável
onde a cidade homérica estaria situada. Schliemann, com a Ilíada nas
mãos, contestou, logo no primeiro olhar, que aquele lugar não
poderia albergar, em suas entranhas, a cidade de Tróia. Não estava
de acordo com os acontecimentos relatados por Homero.
Ao
vislumbrar a bela colina de Hissarlik, localizada ao norte de
Bunarbashi, Schliemann não tinha dúvidas. Lá estaria a tão procurada
e sonhada cidade.
Em
1870 iniciou a escavação nesse monte e descobriu nove cidades
subterrâneas, estando Tróia situada na sexta camada a contar de
baixo. O que se pensava ser ficção era realidade. Naquele momento,
Homero se consagrava como um verdadeiro historiador. A descoberta de
Tróia provava ao mundo que os acontecimentos relatados por Homero
não eram especulações imaginativas do autor.
Schliemann, com seu idealismo, arrancava das profundezas do solo a
verdade à respeito do poeta grego.
Em
Hissarlik desenterra um tesouro valiosíssimo, pertencente a um rei
mil anos mais antigo do que Príamo, constituído de jóias, objetos de
ouro, prata e pedras preciosas.
Schliemann vive um momento de grande emoção, quando coloca em sua
jovem esposa grega, Sofia, um par de brincos e um colar, jóias de
três mil anos, exclamando: “Helena!”.
No
ardor de ressuscitar Homero, Schliemann dá o segundo passo à procura
do mundo homérico. Volta a sua atenção para Micenas, cidade natal do
rei Agamenon, onde descobre, em 1876, nove túmulos, contendo ossos
ornados de braceletes e jóias de ouro. Enterrado com eles um tesouro
de grande valor. Eram sepulturas de nobres que viveram quatrocentos
anos antes de Agamenon.
Em
Tirinto, em 1884, Schliemann cavou e trouxe novamente à luz, um
palácio, onde os heróis de Homero certamente viveram momentos
emocionantes.
Com
sua pá, impulsionada pela vontade férrea de provar algo que trazia
nos refolhos mais íntimos do seu espírito, Schliemann permite
legitimizar muitas das descrições de locais, casas e palácios,
citadas nos poemas homéricos.
Em
26 de dezembro de 1890, com 68 anos de idade, o afamado arqueólogo
volta à Pátria Espiritual, tendo cumprido tudo que propusera
realizar antes de reencarnar.
Através de Schliemann, Homero voltou a viver.
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