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Flagelos
“Com que
objetivo Deus atinge a Humanidade por meio de flagelos
destruidores?”.
“Para fazê-la
avançar mais depressa. Não vos dissemos que a destruição é
necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que
adquirem, a cada existência, um novo grau de perfeição? É
preciso ver o fim para lhes apreciar os resultados. Não os
julgais senão sob o vosso ponto de vista pessoal e os chamais
de flagelos por causa do prejuízo que vos ocasionam. Mas esses
transtornos são, frequentemente, necessários para fazer
alcançar, mais prontamente, uma ordem melhor de coisas, e em
alguns anos, o que exigiria séculos”. (O livro dos Espíritos,
Questão 737).
No mês de
janeiro deste ano, a Humanidade foi abalada pelas notícias do
terremoto ocorrido na República do Haiti, levando à morte
cerca de cento e cinqüenta mil pessoas, e um grande número de
feridos e desabrigados, destruindo dois terços da sua capital,
Porto Príncipe.
Ao lado das
imagens chocantes transmitidas pela televisão, vimos também
exemplos de solidariedade vindos de todas as partes do mundo,
confirmando as palavras registradas por Kardec em “O Livro dos
Espíritos”, questão 740: “Os flagelos são provas que fornecem
ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, de mostrar
sua paciência e sua resignação à vontade de Deus, e o orientam
para demonstrar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse
e de amor ao próximo, se ele não está mais dominado pelo
egoísmo”.
Vimos também
imagens que nos sensibilizaram, como a do militar brasileiro
emocionado ao retirar dos escombros, com vida, uma mulher
grávida e seu bebê, ou também a noticia do menino inglês
promovendo uma corrida de bicicletas com a finalidade de
angariar algumas libras para ajudar as crianças do Haiti,
conseguindo arrecadar cerca de 90 mil libras, tal a adesão das
pessoas de sua localidade.
Sendo a Terra um
mundo de provas e expiações (em que as forças telúricas ainda
não estão devidamente assentadas), entende-se a razão pela
qual o mal, físico e moral, é ainda uma constante. Entretanto,
o homem recebeu, em herança, uma inteligência com a ajuda da
qual pode conjurar ou pelo menos atenuar os efeitos de todos
os flagelos naturais, quanto mais adquire saber e avance em
civilização. Mas os mais numerosos males são aqueles que o
homem cria para si mesmo, pelos seus próprios vícios, aqueles
que provêm de seu orgulho, de seu egoísmo, de sua cupidez, de
seus excessos em todas as coisas. (A Segunda Guerra Mundial,
segundo cálculos, matou cerca de 50 milhões de pessoas).
O homem vai
conviver com os flagelos naturais (terremotos, enchentes,
deslizamentos de terra, avalanches, maremotos, etc.) ainda por
muito tempo, como vem ocorrendo, aliás, desde o ano passado,
em algumas cidades brasileiras, até que a Humanidade
regenerada não mais precise destes abalos para entender que
observando as leis divinas estaria evitando a causa do mal que
está em si mesmo, pelo mau uso de seu livre-arbítrio (A
Gênese).
Editor
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