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O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
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 ANO  6 - Nº. 67               Julho de 2005
 
 
  EDITORIAL  

        

Responsabilidades

 

“Deixai vir a mim as criancinhas, e não as impeçais; porque o reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham”. (Marcos, cap. X, v. 13 a 16.)

 

“O Espírito de uma criança pode ser tanto ou mais desenvolvido que o de um adulto, se este não progrediu” (O Livro dos Espíritos, Questão 379). O que impede a sua manifestação são os órgãos ainda imperfeitos.

As palavras de Jesus, anotadas por Marcos, tem o claro objetivo de alertar aos homens quanto à necessidade da simplicidade e da humildade, condição básica para o progresso do Espírito: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus, cap. V, v. 8).

Os órgãos de uma criança, ainda não desenvolvidos, impedem a livre manifestação do Espírito quanto as suas tendências, boas ou más; este fato torna o primeiro período da encarnação do Espírito o momento mais favorável para receberem dos pais os ensinamentos que os tornem, quando adultos, os “limpos de coração” proclamados por Jesus. “Tal é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual deverão responder”.

E para alcançar este desiderato, é André Luiz, pela mediunidade de Waldo Vieira, que nos traz alguns “pontos perigosos para os pais”, que deverão ser evitados:

- Desconsiderar a importância do exemplo na escola do lar;

- Transformar as crianças em bibelôs da família, fugindo de ajudá-las na formação do caráter desde cedo;

- Desconhecer que os filhos são Espíritos diferentes, portadores da herança moral que guardam em si mesmos, por remanescentes felizes ou infelizes de existências anteriores;

- Não lhes pedir trabalho e cooperação na medida das possibilidades;

- Impor-lhes determinada carreira profissional, sem observar-lhes as tendências;

- Desinteressar-se dos estudos que lhes dizem respeito;

- Esquecer que os filhos são associados de experiência e destino, credores ou devedores, amigos ou adversários de encarnações do pretérito próximo ou distante, com os quais nos reencontraremos na Vida Maior, na condição de irmãos uns dos outros, ante a Paternidade de Deus.

 

Editor

  

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