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O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
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 ANO  9 - Nº. 103             Julho de 2008
 
 
  NOTÍCIAS  
       
  •  ASSOCIAÇÃO MÉDICO-ESPÍRITA DE SÃO PAULO
    A Associação Médico-Espírita de São Paulo completou em março de 2008, 40 anos de fundação. Em setembro, a AME-São Paulo realizará um Congresso Comemorativo com o tema: 1968-2008: 40 anos de Construção do Paradigma Médico-Espírita, com mais de 20 oradores e participação especial do Dr. Içami Tiba.


  • A SAÍDA
    Muita gente, notadamente Evangélicos e Católicos, como alguns membros da “Canção Nova”, por exemplo, faz severas críticas à Doutrina Espírita, apontando-a como “coisa” do “encardido”, nome pelo qual chamam o lendário diabo. Mas será o Espiritismo a melhor religião? A Doutrina Espírita é a saída? Vejamos a opinião de um conferencista espírita: “O Espiritismo é uma das saídas. Seria muita presunção desrespeitarmos tantas outras doutrinas religiosas, sociológicas, filosóficas que oferecem respostas para os dramas humanos. O Espiritismo por fundamentar os seus postulados na crença em Deus, na imortalidade da alma, na comunicabilidade dos Espíritos, na reencarnação, é uma saída de portas muito largas porque nos conscientiza que nós somos autores do nosso destino.”(Divaldo Franco). .


  • VIOLÊNCIA TERÁ FIM??
    Vivemos hoje reféns dos bandidos e da violência. Em todo lugar vemos grades e cercas elétricas...Ficamos como que presos em casa e os bandidos soltos nas ruas. Vivemos a cultura do medo: medo do assaltante, medo do seqüestro relâmpago, medo de ir ao banco, medo de ir à rua, medo da bala perdida...verdadeira uma neurose coletiva. Em meio a tudo isso, a criatura humana encontra-se aturdida, aflita e até desesperançada. No entanto, essa é a face de um mundo de provas e expiações, no qual o mal ainda sufoca o bem. Mas não será sempre assim e a Doutrina Espírita, também sobre essa questão, lança luzes esclarecedoras, a fim de que o bem não feneça, que a fé não se apague e que a esperança continue vibrando na acústica das almas! Leiamos o que os Espíritos Consoladores disseram a Allan Kardec: “Exatamente como numa árvore carregada de bons frutos, há os que ainda não amadureceram, não atingiram o pleno desenvolvimento. São como selvagens que têm da civilização apenas o hábito, lobos extraviados no meio de ovelhas. Espíritos de ordem inferior e muito atrasados podem encarnar em meio a homens avançados na esperança de avançarem; mas, sendo a prova muito pesada, a natureza atrasada os domina. A humanidade progride; esses homens dominados pelo instinto do mal, que se acham deslocados entre as pessoas de bem, desaparecerão pouco a pouco, como o mau grão é separado do bom, depois de selecionado. Então reencarnarão sob um outro corpo até compreenderem melhor o bem e o mal. Tendes um exemplo disso nas plantas e nos animais que o homem conseguiu aperfeiçoar e nos quais desenvolveu qualidades novas. Pois bem! É somente depois de muitas gerações que o aperfeiçoamento se torna completo. É a imagem das diferentes existências do homem.” Confiemos! Deus está no leme! (Questões 755 e 756 de “O Livro dos Espíritos”


  • CONSTELAÇÃO FAMILIAR
    Novo Lançamento em Livro: Constelação Familiar de Joanna de Ângelis por Divaldo Franco.

    O destino da sociedade está indissoluvelmente ligado ao destino da família, pois esta constitui a base, o alicerce onde se inicia a experiência da fraternidade universal. Nesta maravilhosa Obra, Joanna de Ângelis nos oferece, através de trinta temas, profundas reflexões sobre o mecanismo de desenvolvimento espiritual e moral do ser humano, destacando o valor e a importância da família (pelos laços corporais e espirituais), cuja existência ainda é um dos principais fatores, senão o mais importante, para evitar-se a desagregação da sociedade. As abalizadas reflexões da Veneranda sobre a constelação familiar traduzem a firme posição do Espiritismo em relação a este tema, lamentavelmente tão preterido no caótico mundo moderno, daí resultando a recrudescência do egoísmo e da violência, cujos índices nos deixam perplexos e impotentes..


  • NOVO CD DE CORCIOLLI É INSPIRADO NO BEST-SELLER "NOSSO LAR"
    O mais recente trabalho de Corciolli figura como um de seus projetos mais sublimes e fascinantes. Nele, o compositor e multi-tecladista criou 12 faixas instrumentais inspiradas no livro NOSSO LAR, psicografado por Chico Xavier e considerado um clássico da literatura espiritualista.

    "Quando li NOSSO LAR há cerca de 20 anos e mais recentemente, fui contemplado pela profundidade de seus ensinamentos. As moradas espirituais, descritas por André Luiz, despertaram em mim uma infinidade de imagens e sentimentos, que procurei traduzir nas músicas", comenta o artista.

    Um dos principais conceitos abordados no livro, é a crença de que existe uma continuidade para a existência da alma, após a morte do corpo físico; Foi a partir dele, que Corciolli desenvolveu as idéias musicais iniciais, utilizando recursos dos sintetizadores eletrônicos, em conjunto com sonoridades acústicas do piano, harpa e vários timbres orquestrais. Como em produções anteriores (CD The New Moon of East - Azul Music/1996, com os cânticos sagrados dos Monges Tibetanos), Corciolli revela sua afinidade com a temática espiritual, utilizando a linguagem universal da música para evocar sentimentos de beleza e sabedoria eterna.

    Os arranjos foram concebidos em várias camadas sonoras, que ganharam contornos mais relevantes com a adição de uma orquestra de cordas formada por músicos solistas da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). "O resultado alcançado superou todas as expectativas, pois não só agregamos belísssimas sutilezas e novos nuances aos arranjos, como levamos as músicas a um outro nível de expressão emocional". complementa Corciolli. O álbum combina com graça e leveza, momentos de nostalgia, romantismo e encantamento, proporcionando ao ouvinte a sensação de júbilo diante da Criação Divina.

    Com lançamento no Brasil previsto para ínicio de maio pela Azul Music (www.azulmusic.com.br), o álbum será lançado ainda em 2008 no mercado internacional com o título "The Astral City". O artista estuda convites para apresentações ao vivo, ao lado de uma orquestra. "Será um desafio maravilhoso", complementa.


  • MESA BRANCA
    Por que muita gente chama a Doutrina Espírita de “mesa branca”, “alto” e “baixo” Espiritismo, Espiritismo Kardecista, etc? Isso é correto? Podemos chamar o Espiritismo dessa forma?
    Não. Não é correto. “O nome popular de “mesa branca” pode ter nascido do fato de que as reuniões práticas espíritas ocorrem, por uma questão de conforto e acomodação, com os participantes dispostos ao redor de uma mesa, forrada, algumas vezes, com uma toalha branca, que poderá ser de qualquer cor ou mesmo sem toalha, ou mesmo sem mesa nenhuma! Como tais reuniões tem caráter íntimo e privado, disciplinado e cristão, o termo “mesa branca” surgiu para diferenciar o Espiritismo de outros cultos. O mesmo ocorre com o termo “Espírita Kardecista”, o que dá a impressão de existir o “Espírita Umbandista”, o “Espírita de Candomblé”, etc. Trata-se de um ERRO generalizado, uma vez que só há um Espiritismo - termo criado pelo próprio Allan Kardec -, o qual tem como princípios básicos e fundamentais a crença em Deus, na Imortalidade da Alma, na Comunicabilidade dos Espíritos, na Pluralidade dos Mundos Habitados e na Reencarnação, muito bem estudados nas obras básicas “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos Médiuns”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese.” O Espiritismo não adota práticas exteriores para ser diferenciado. Assim, é um GRAVE ERRO confundir ou chamar a Doutrina Espírita ou Espiritismo de “mesa branca”, “alto” ou “baixo” Espiritismo ou Espiritismo Kardecista. Por favor, estudemos a Doutrina Espírita até mesmo para criticá-la com maior fundamentação !!!”(Extraído do site “Saber Espírita”)


  • ASSOCIAÇÃO JURÍDICO-ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROMOVE ENCONTRO SOBRE CÉLULAS-TRONCO, PESQUISAS E A DOUTRINA ESPÍRITA
    A Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo – AJE/SP, recém fundada no dia 08 de março de 2008, promoverá no dia 14 de junho deste ano, às 14h30, na sede da USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), situada na rua Dr. Gabriel Piza, 433, Santana, São Paulo/SP, próximo ao metrô, novo encontro, a fim de submeter à assembléia presente a aprovação da minuta do estatuto, bem como eleição da primeira diretoria.

    Além disso, também ocorrerão estudos e debates sobre a questão que tramita pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal voltada para o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas.

    Portanto, com o fim de amadurecer a discussão sobre o tema, a AJE/SP promoverá, à luz do Espiritismo, a análise do aspecto científico, com Décio Iandoli Jr., médico, representante da AME/Santos, e do aspecto jurídico, que ficará sob o encargo de Ricardo Barbosa Alves, promotor de justiça/SP.

    Compareça, também fazendo parte deste movimento.

    ajesp.sp@gmail.com


  • DIA NACIONAL DO ESPIRITISMO
    A Câmara aprovou, no dia 6 de Dezembro, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 291/07, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), que institui 18 de abril como o Dia Nacional do Espiritismo. A proposta foi aprovada com parecer favorável relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Wladimir Costa (PMDB-PA).

    A autora do projeto lembra que o Brasil é a maior nação espírita da atualidade e que os praticantes brasileiros têm realizado "obras extraordinárias no campo da assistência social", como define a doutrina espírita. Gorete Pereira também destaca a figura do médium Chico Xavier, segundo ela fundamental para a difusão do espiritismo no Brasil.

    A data escolhida é uma homenagem ao dia em que Allan Kardec lançou, em 1857, na França, O Livro dos Espíritos, marco inicial da doutrina espírita. "A instituição do Dia Nacional do Espiritismo é homenagem justa a um dos mais importantes grupos religiosos do país, cuja atuação tem sido indispensável para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna entre nós", argumenta Gorete Pereira.

    O projeto será enviado para votação no Senado.


  • FUNDADA A ASSOCIAÇÃO JURÍDICO-ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO
    No último dia 08 de março de 2008, na sede da USE/SP (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), na Rua Dr. Gabriel Piza, 433 – São Paulo-SP, foi fundada a Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo – AJE/SP, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento espiritual dos operadores do Direito espíritas e interessados em questões jurídico-sociais, unificação destes, melhoria da legislação vigente, defesa legal de assuntos que esbarrem em princípios essenciais da filosofia espírita, divulgação do pensamento espírita sobre questões jurídico-sociais para os meios jurídicos e sociedade em geral.

    O evento contou com a presença de 52 pessoas, dentre elas os delegados de polícia Bismael Batista de Moraes e João Demétrio Loricchio, ambos da União dos Delegados Espíritas do Estado de São Paulo, representantes do Ministério Público do Estado de São Paulo, a presidente e membro do Instituto dos Advogados de São Paulo Maria Odete Duque Bertasi e Rafael Marinangelo, respectivamente, integrantes da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP Jader Freire de Macedo Júnior e Regina Célia Silveira Santana, advogados, servidores estudantes e demais interessados.

    O encontro teve a participação da Dra. Marlene Nobre, que teceu comentários sobre o início do movimento análogo na área médico-espírita, em 1990, contando, atualmente, com mais de trinta AME’s (Associação Médico-Espírita). Participaram, também, os promotores de justiça Izaias Claro e Eduardo Ferreira Valério, o procurador do Estado Washington Nogueira Fernandes e representando a USE-SP a advogada Julia Nezu.

    A discussão transcorreu voltada para a necessidade de criação da entidade e de seus objetivos. Ao final, por unanimidade, a assembléia formada por todos os presentes deliberou pela fundação da AJE/SP naquele ato, constituindo comissão provisória formada por 16 pessoas, com o fim de redigir o estatuto no prazo de 60 dias. O promotor de justiça Tiago Cintra Essado presidiu a Assembléia de fundação e foi eleito para coordenar a comissão provisória.


  • O CIENTISTA DE DEUS
    Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios.

    Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa. Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.

    O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

    Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.

    A Caminho do Céu

    Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.

    Fonte: FEP


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