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A Resposta
Certa
Lemos em órgão
da imprensa do Rio de Janeiro, artigo assinado por conhecido
teólogo, onde, refletindo as dúvidas de grande número de
pessoas de todo o mundo com relação à tragédia na Ásia, onde
milhares de pessoas desencarnaram vitimadas pelas ondas
gigantes, pergunta: E Deus nisso tudo? Ele não é bom e
onipotente como anunciam as religiões? Se é onipotente, pode
tudo. Se pode tudo, porque não evitou o maremoto? Se não o
evitou, é sinal de que não é onipotente ou não é bom.
Na
impossibilidade de explicar o porquê do sofrimento, admite
para o ser humano três atitudes: revolta (Eu me recuso
eternamente a aceitar uma criação de Deus na qual as
crianças tenham que sofrer inocentemente); resignação
(Aceita o princípio de realidade, modere o princípio do
desejo; acolha o que te acontecer, mostre grandeza na dor);
esperança (O mal é um mistério indecifrável. Ele está aí não
para ser compreendido, mas para ser combatido. Por isso não
é uma teoria que lhe dará sentido, senão uma prática. Desta
nasce a esperança de que em tudo deve haver um sentido
secreto para além do escândalo da razão, manifestando-se,
por exemplo, no milagre da criança de três meses que se
salva sobre um colchão que flutua nas águas, ou na
solidariedade do mundo todo para com as vitimas).
Conforme
reafirma o articulista, nenhuma dessas atitudes responde o
porquê das razões do sofrimento, que continua mistério e
como dói!
Sendo Deus
onipotente e soberanamente justo e bom, que poderia evitar a
dor, mas não o faz, a única resposta que atende aos nossos
anseios de saber, é de que existe justiça nas aflições.
Sendo Deus aquele Pai misericordioso e bom, que faz com que
o sol nasça sobre santos e pecadores, e a chuva caia sobre
justos e injustos, que tem contado todos os fios de cabelo
de nossas cabeças, que toma conhecimento até de uma folha de
arvore que caia, que alimenta os pássaros e veste com
inigualável beleza as flores do campo, não deixaria seus
filhos sofrerem, se para isto não houvesse uma razão justa.
A Boa Nova afirma há cerca de dois mil anos: “A cada um de
conformidade com as suas obras”. Estudando as leis de causa
e efeito e das vidas sucessivas e solidárias entre si,
encontraremos a resposta certa para as nossas indagações.
Editor
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