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O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
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ANO  6 - Nº. 63               Março de 2005
 
 
  EDITORIAL  

        

A Resposta Certa

Lemos em órgão da imprensa do Rio de Janeiro, artigo assinado por conhecido teólogo, onde, refletindo as dúvidas de grande número de pessoas de todo o mundo com relação à tragédia na Ásia, onde milhares de pessoas desencarnaram vitimadas pelas ondas gigantes, pergunta: E Deus nisso tudo? Ele não é bom e onipotente como anunciam as religiões? Se é onipotente, pode tudo. Se pode tudo, porque não evitou o maremoto? Se não o evitou, é sinal de que não é onipotente ou não é bom.

Na impossibilidade de explicar o porquê do sofrimento, admite para o ser humano três atitudes: revolta (Eu me recuso eternamente a aceitar uma criação de Deus na qual as crianças tenham que sofrer inocentemente); resignação (Aceita o princípio de realidade, modere o princípio do desejo; acolha o que te acontecer, mostre grandeza na dor); esperança (O mal é um mistério indecifrável. Ele está aí não para ser compreendido, mas para ser combatido. Por isso não é uma teoria que lhe dará sentido, senão uma prática. Desta nasce a esperança de que em tudo deve haver um sentido secreto para além do escândalo da razão, manifestando-se, por exemplo, no milagre da criança de três meses que se salva sobre um colchão que flutua nas águas, ou na solidariedade do mundo todo para com as vitimas).

Conforme reafirma o articulista, nenhuma dessas atitudes responde o porquê das razões do sofrimento, que continua mistério e como dói!

Sendo Deus onipotente e soberanamente justo e bom, que poderia evitar a dor, mas não o faz, a única resposta que atende aos nossos anseios de saber, é de que existe justiça nas aflições. Sendo Deus aquele Pai misericordioso e bom, que faz com que o sol nasça sobre santos e pecadores, e a chuva caia sobre justos e injustos, que tem contado todos os fios de cabelo de nossas cabeças, que toma conhecimento até de uma folha de arvore que caia, que alimenta os pássaros e veste com inigualável beleza as flores do campo, não deixaria seus filhos sofrerem, se para isto não houvesse uma razão justa. A Boa Nova afirma há cerca de dois mil anos: “A cada um de conformidade com as suas obras”. Estudando as leis de causa e efeito e das vidas sucessivas e solidárias entre si, encontraremos a resposta certa para as nossas indagações.

 

Editor

  

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