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O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
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 ANO  3 - Nº 35                Novembro de 2002
 
 
  EDITORIAL  

        

Oportunidade

 

Zaqueu desce desta árvore, pois convém que me hospede hoje em tua casa.

Jesus.

 

Marcante esta passagem dos Evangelhos, quando Jesus, para espanto daqueles que o seguiam, resolve hospedar-se na casa de um publicano, homem desprezado pelos judeus, por ser um cobrador de impostos, e ninguém gosta de pagar imposto, principalmente quando taxado, como no caso dos judeus, pelo dominador romano.

Zaqueu era um homem bom e sofria pelo desprezo que recebia dos homens.  Zaqueu tinha ânsia de ser amado; gostaria que seu povo entendesse que a função que exercia não modificara seu temperamento humilde e fraterno.  Sabia que muitos dos que o olhavam com desprezo e reprovação, se pudessem, estariam em seu lugar.

Zaqueu ouvira falar de um profeta que vivia rodeado de homens e mulheres considerados de má vida, acolhendo a todos com palavras de carinho e incentivo.  Para a mulher presa em flagrante de adultério, depois de lembrar aos que a perseguiam, que somente os isentos de pecados teriam o direito de atirar a primeira pedra, disse-lhe: “Eu também não te condeno; vai e não peques mais”.

Agora este profeta encontrava-se na cidade e Zaqueu queria falar com ele.  Mas Jesus, como sempre, estava acompanhado de grande multidão, que o rodeavam, impossibilitando a Zaqueu, de baixa estatura, de vê-lo.  A solução foi subir numa árvore para contemplar o Mestre em sua passagem.  E quando Jesus passou por baixo da árvore, oh surpresa! Dirige seus olhos até Zaqueu dizendo: “Zaqueu, desce da árvore. Convém que me hospede hoje em tua casa”.

Os Evangelhos narram a alegria de Zaqueu, prometendo ao Mestre distribuir metade de seus bens aos pobres e ressarcir em dobro qualquer prejuízo que, porventura tenha causado a alguém, porque sentia que, naquele dia, “a salvação entrara em sua casa”.

Refletindo sobre esta passagem, lembramos as diversas maneiras com que o Mestre Divino tem-nos chamado ao seu convívio.  Ociosos, porém, custa-nos a descer do alto de nossas imperfeições; achamos a “porta estreita” cheia de dificuldades, preferindo a “porta larga” dos gozos efêmeros.

Na Casa Espírita encontra-se a oportunidade de trabalho, de ressarcir uma pequena parte de todas as bênçãos com que o nosso Celeste Amigo tem-nos agraciado.  Não há mais tempo para delongas: esta é a hora!

  

Editor

  

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